quarta-feira, 9 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Adoro ser Mulher! Uma singela homenagem a todas mulheres que me inspiram...
Mujeres, Silvio Rodriguez
domingo, 27 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Comensalidade: refazer a humanidade
Leonardo Boff
Comensalidade significa comer e beber juntos ao redor da mesma mesa. Esta é uma das referências mais ancestrais da familiariedade humana pois aí se fazem e se refazem continuamente as relações... que sustentam a família.
A mesa antes que um móvel remete a uma experiência existencial e a um rito. Ela representa o lugar privilegiado da família, da comunhão e da irmandade. Partilha-se o alimento e junto com ele, comunica-se a alegria de encontrar-se, o bem-estar sem disfarces, a comunhão direta que se traduz pela sem cerimônia dos comentários dos fatos cotidianos, das opiniões sem censura sobre os acontecimentos da crônica local, nacional e internacional.
Os alimentos são mais que coisas materiais. São sacramentos do encontro e da comunhão. O alimento é apreciado e feito assunto de comentários. A maior alegria da mãe ou da cozinheira é perceber a alegria dos comensais.
Mas importa reconhecer que a mesa é também lugar de tensões e de conflitos familiares, onde as coisas são discutidas abertamente, diferenças são explicitadas e acertos podem ser estabelecidos. Onde há também silêncios perturbadores que revelam todo um mal-estar coletivo.
A cultura contemporânea modificou de tal forma a lógica do tempo cotidiano em função do trabalho e da produtividade que enfraqueceu a referência simbólica da mesa. Esta foi reservada para os domingos ou para os momentos especiais, de festa ou de aniversário, quando os familiares e amigos se encontram. Mas, via de regra, deixou de ser o ponto de convergência permanente da família.
A mesa familiar foi substituída lamentavelmente pelo fast food que permite apenas a nutrição mas não a comensalidade.
A comensalidade é tão central que está ligada à própria essência do ser humano enquanto humano. Há sete milhões de anos, teria começado a separação lenta e progressiva entre os símios superiores e os humanos, a partir de um ancestral comum. A especificidade do ser humano surgiu de forma misteriosa e de difícil reconstituição histórica. Entretanto, etnobiólogos e arqueólogos nos acenam para um fato singular: quando nossos antepassados antropóides saíam a recoletar frutos, sementes, caças e peixes não comiam individualmente o que conseguiam reunir. Tomavam os alimentos e os levavam ao grupo. E ai praticavam a comensalidade: distribuiam os alimentos entre si e comiam-nos grupal e comunitariamente.
Portanto, a comensalidade que supõe a solidariedade e a cooperação de uns para com os outros, permitiu o primeiro salto da animalidade em direção da humanidade. Foi só um primeiríssimo passo, mas decisivo porque coube a ele inaugurar a característica básica da espécie humana, diferente de outras espécies complexas (entre os chimpanzés e nós há apenas 1,6% de diferença genética): a comensalidade, a solidariedade e a cooperação no comer. Essa pequena diferença faz toda uma diferença.
Essa comensalidade que ontem nos fez humanos, continua ainda hoje a fazer-nos sempre de novo humanos. Por isso, importa reservar tempos para a mesa em seu sentido pleno da comensalidade e da conversação livre e desinteressada. Ela é uma das fontes permanentes de refazimento da humanidade hoje globalmente anêmica.
- Leonardo Boff é Teólogo.
Comensalidade significa comer e beber juntos ao redor da mesma mesa. Esta é uma das referências mais ancestrais da familiariedade humana pois aí se fazem e se refazem continuamente as relações... que sustentam a família.
A mesa antes que um móvel remete a uma experiência existencial e a um rito. Ela representa o lugar privilegiado da família, da comunhão e da irmandade. Partilha-se o alimento e junto com ele, comunica-se a alegria de encontrar-se, o bem-estar sem disfarces, a comunhão direta que se traduz pela sem cerimônia dos comentários dos fatos cotidianos, das opiniões sem censura sobre os acontecimentos da crônica local, nacional e internacional.
Os alimentos são mais que coisas materiais. São sacramentos do encontro e da comunhão. O alimento é apreciado e feito assunto de comentários. A maior alegria da mãe ou da cozinheira é perceber a alegria dos comensais.
Mas importa reconhecer que a mesa é também lugar de tensões e de conflitos familiares, onde as coisas são discutidas abertamente, diferenças são explicitadas e acertos podem ser estabelecidos. Onde há também silêncios perturbadores que revelam todo um mal-estar coletivo.
A cultura contemporânea modificou de tal forma a lógica do tempo cotidiano em função do trabalho e da produtividade que enfraqueceu a referência simbólica da mesa. Esta foi reservada para os domingos ou para os momentos especiais, de festa ou de aniversário, quando os familiares e amigos se encontram. Mas, via de regra, deixou de ser o ponto de convergência permanente da família.
A mesa familiar foi substituída lamentavelmente pelo fast food que permite apenas a nutrição mas não a comensalidade.
A comensalidade é tão central que está ligada à própria essência do ser humano enquanto humano. Há sete milhões de anos, teria começado a separação lenta e progressiva entre os símios superiores e os humanos, a partir de um ancestral comum. A especificidade do ser humano surgiu de forma misteriosa e de difícil reconstituição histórica. Entretanto, etnobiólogos e arqueólogos nos acenam para um fato singular: quando nossos antepassados antropóides saíam a recoletar frutos, sementes, caças e peixes não comiam individualmente o que conseguiam reunir. Tomavam os alimentos e os levavam ao grupo. E ai praticavam a comensalidade: distribuiam os alimentos entre si e comiam-nos grupal e comunitariamente.
Portanto, a comensalidade que supõe a solidariedade e a cooperação de uns para com os outros, permitiu o primeiro salto da animalidade em direção da humanidade. Foi só um primeiríssimo passo, mas decisivo porque coube a ele inaugurar a característica básica da espécie humana, diferente de outras espécies complexas (entre os chimpanzés e nós há apenas 1,6% de diferença genética): a comensalidade, a solidariedade e a cooperação no comer. Essa pequena diferença faz toda uma diferença.
Essa comensalidade que ontem nos fez humanos, continua ainda hoje a fazer-nos sempre de novo humanos. Por isso, importa reservar tempos para a mesa em seu sentido pleno da comensalidade e da conversação livre e desinteressada. Ela é uma das fontes permanentes de refazimento da humanidade hoje globalmente anêmica.
- Leonardo Boff é Teólogo.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Tempo de despertar! "Desconecte para Reconectar
Este filme é um convite consciente. Conexões cada vez mais reais é o que nossa vida requer!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
E eles são considerados "selvagens"...
Os Mandamentos Cherokee:
Trate a Terra e tudo o que nela habita com respeito
Mantenha-se próximo ao Grande Espírito
Mostre grande respeito por todos os seres
Trabalhem juntos pelo benefício da Raça Humana
Faça o que você sabe que é certo
Cuide do bem estar da mente e do corpo
Dedique uma parte de seus esforços para o Bem Maior
Seja sempre verdadeiro e honesto
Assuma total responsabilidade por seus atos.
E...
O CONSELHO INDÍGENA INTER-TRIBAL NORTE AMERICANO, RECOMENDA:
Mantenha-se equilibrado.
O seu corpo Espiritual, o seu corpo Mental, o seu corpo Emocional e o seu corpo Físico necessitam ser fortes, puros e saudáveis.
Trabalhe o seu corpo Físico para fortalecer o seu corpo Mental. E, enriqueça o seu corpo Espiritual para curar o seu corpo Emocional.
Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá. Seja responsável por suas próprias ações. Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros. Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objetos religiosos e sagrados.
Comece sendo verdadeiro consigo mesmo. Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros. Respeite outras crenças religiosas.
Não force suas crenças sobre os outros. E, compartilhe sua boa fortuna com os outros.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Pelo respeito à cultura brasileira!
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
De volta à Zürich : Novos horários de aulas e oficinas...Faça contato!
"Há que se afinar o corpo até o último sempre.
Exercer-se como instrumento
capaz de receber a poesia do mundo.
Poesia suspensa em rotação e translação.
Movimentos moderados,
alinhavando em dias e luares, estações e colheitas,
minutos e milênios, provisoriamente."
Exercer-se como instrumento
capaz de receber a poesia do mundo.
Poesia suspensa em rotação e translação.
Movimentos moderados,
alinhavando em dias e luares, estações e colheitas,
minutos e milênios, provisoriamente."
Bartolomeu Campos de Queirós
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
Duas semanas na Terra Brasilis...
Uma mistura de emoções, sensações, percepções.
Pedro Tiuna me buscou no aeroporto, autônomo, adulto, atopetado de provas na faculdade e amando!
No mesmo dia da chegada em Floripa, assistir ao teatro do 5o.ano da Escola Cora Coralina, a qual sou uma das fundadoras: crianças de 11, 12 anos, que foram minhas alunas no 1o. e 2o. anos de vida escolar. "o Mito de Deméter e Perséfone", nada mais ,nada menos...Chorei o começo ao fim! Rever a Escola e as sementes que plantei; frutificantes, florescentes!
Na mesma semana, retiro da Iluminação do Buda, silêncio reparador, o encontro no templo do Caminho do Meio, que ajudei a construir, com as companheiras e alunas da dança da Mandala de Tara. Que ajudei a pintar! O reencontro com o Lama Samten, com a Sangha. No VilaZen, a verdejante experiência da mata nativa, do som dos bugios ao raiar do dia e os vaga-lumes enfeitando a noite...Aprendi a "ser Tenzo", a cozinheira ritualística, grande honra...e prova de confiança dos monges Dengaku e Shoden! Cada vez a formalidade do Zen se revela para mim como uma grande liberdade (?!). Nem tento explicar!
De volta a Porto Alegre, derretendo no seu calor úmido. O mergulho na "sopa familiar": a mãe excitadíssima,agitando DJ e contando as champagnes; o pai compenetrado fazendo reparos e embelezando a casa de minha infância; ambos preparando a sua maneira, a celebração de suas "Bodas de Ouro". O reencontro com meus manos e suas belas filhas e amadas esposas-irmãs que a vida me deu.
Saí fugida da cidade natal: o pior lugar para estar no verão! E retornei mais cedo à Ilha de Magia, que pouco a pouco se afunda na falta de escrúpulos da exploração imobiliária e a olhos vistos vai perdendo seu encanto. Ainda assim o lugar que tem a casa onde guardo uma história, de fotos mofadas e um jardim e pomar punjantesplantados por mim . Quanta abundância de cores e aromas! A passarada cantando o dia inteiro, os saguis preenchendo o ar com seus assobios, os beija-flores e seus rasantes maravilhosos: tudo isso comtemplo e me deleito, sentada na rede do terraço!
Neste mês de Dezembro, completaram-se dois anos de vida na Suiça...Tempo de cura pessoal, de investir na relação com Jorge Koho, de dedicar minhas forças de mãe nutridora para a filha Mikhaela, nesta sua "reta final" antes da maioridade. Tem sido um tempo para tecer novas relações. Para aprender com esta cultura tão complementar à brasileira...Tempo de crescer profissionalmente.
Sou grata pelo que tenho vivido.
Tempo de fechamento de ciclo anual.
Que venha 2011!
Uma mistura de emoções, sensações, percepções.
Pedro Tiuna me buscou no aeroporto, autônomo, adulto, atopetado de provas na faculdade e amando!
No mesmo dia da chegada em Floripa, assistir ao teatro do 5o.ano da Escola Cora Coralina, a qual sou uma das fundadoras: crianças de 11, 12 anos, que foram minhas alunas no 1o. e 2o. anos de vida escolar. "o Mito de Deméter e Perséfone", nada mais ,nada menos...Chorei o começo ao fim! Rever a Escola e as sementes que plantei; frutificantes, florescentes!
Na mesma semana, retiro da Iluminação do Buda, silêncio reparador, o encontro no templo do Caminho do Meio, que ajudei a construir, com as companheiras e alunas da dança da Mandala de Tara. Que ajudei a pintar! O reencontro com o Lama Samten, com a Sangha. No VilaZen, a verdejante experiência da mata nativa, do som dos bugios ao raiar do dia e os vaga-lumes enfeitando a noite...Aprendi a "ser Tenzo", a cozinheira ritualística, grande honra...e prova de confiança dos monges Dengaku e Shoden! Cada vez a formalidade do Zen se revela para mim como uma grande liberdade (?!). Nem tento explicar!
De volta a Porto Alegre, derretendo no seu calor úmido. O mergulho na "sopa familiar": a mãe excitadíssima,agitando DJ e contando as champagnes; o pai compenetrado fazendo reparos e embelezando a casa de minha infância; ambos preparando a sua maneira, a celebração de suas "Bodas de Ouro". O reencontro com meus manos e suas belas filhas e amadas esposas-irmãs que a vida me deu.
Saí fugida da cidade natal: o pior lugar para estar no verão! E retornei mais cedo à Ilha de Magia, que pouco a pouco se afunda na falta de escrúpulos da exploração imobiliária e a olhos vistos vai perdendo seu encanto. Ainda assim o lugar que tem a casa onde guardo uma história, de fotos mofadas e um jardim e pomar punjantesplantados por mim . Quanta abundância de cores e aromas! A passarada cantando o dia inteiro, os saguis preenchendo o ar com seus assobios, os beija-flores e seus rasantes maravilhosos: tudo isso comtemplo e me deleito, sentada na rede do terraço!
Neste mês de Dezembro, completaram-se dois anos de vida na Suiça...Tempo de cura pessoal, de investir na relação com Jorge Koho, de dedicar minhas forças de mãe nutridora para a filha Mikhaela, nesta sua "reta final" antes da maioridade. Tem sido um tempo para tecer novas relações. Para aprender com esta cultura tão complementar à brasileira...Tempo de crescer profissionalmente.
Sou grata pelo que tenho vivido.
Tempo de fechamento de ciclo anual.
Que venha 2011!
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| Brasil 2010 |
domingo, 21 de novembro de 2010
Texto interessante: comparto!
Adriana Setti
No ano passado, meus pais (profissionais ultra-bem-sucedidos que decidiram reduzir o ritmo em tempo de aproveitar a vida com alegria e saúde) tomaram uma decisão surpreendente para um casal – muito enxuto, diga-se – de mais de 60 anos: alugaram o apartamento em um bairro nobre de São Paulo a um parente, enfiaram algumas peças de roupa na mala e embarcaram para Barcelona, onde meu irmão e eu moramos, para uma espécie de ano sabático.
No ano passado, meus pais (profissionais ultra-bem-sucedidos que decidiram reduzir o ritmo em tempo de aproveitar a vida com alegria e saúde) tomaram uma decisão surpreendente para um casal – muito enxuto, diga-se – de mais de 60 anos: alugaram o apartamento em um bairro nobre de São Paulo a um parente, enfiaram algumas peças de roupa na mala e embarcaram para Barcelona, onde meu irmão e eu moramos, para uma espécie de ano sabático.
Aqui na capital catalã, os dois alugaram um apartamento agradabilíssimo no bairro modernista do Eixample (mas com um terço do tamanho e um vigésimo do conforto do de São Paulo), com direito a limpeza de apenas algumas horas, uma vez por semana. Como nunca cozinharam para si mesmos, saíam todos os dias para almoçar e/ou jantar. Com tempo de sobra, devoraram o calendário cultural da cidade: shows, peças de teatro, cinema e ópera quase diariamente. Também viajaram um pouco pela Espanha e a Europa. E tudo isso, muitas vezes, na companhia de filhos, genro, nora e amigos, a quem proporcionaram incontáveis jantares regados a vinhos.
Com o passar de alguns meses, meus pais fizeram uma constatação que beirava o inacreditável: estavam gastando muito menos mensalmente para viver aqui do que gastavam no Brasil. Sendo que em São Paulo saíam para comer fora ou para algum programa cultural só de vez em quando (por causa do trânsito, dos problemas de segurança, etc), moravam em apartamento próprio e quase nunca viajavam.
Milagre? Não. O que acontece é que, ao contrário do que fazem a maioria dos pais, eles resolveram experimentar o modelo de vida dos filhos em benefício próprio. “Quero uma vida mais simples como a sua”, me disse um dia a minha mãe. Isso, nesse caso, significou deixar de lado o altíssimo padrão de vida de classe média alta paulistana para adotar, como “estagiários”, o padrão de vida – mais austero e justo – da classe média europeia, da qual eu e meu irmão fazemos parte hoje em dia (eu há dez anos e ele, quatro). O dinheiro que “sobrou” aplicaram em coisas prazerosas e gratificantes.
Do outro lado do Atlântico, a coisa é bem diferente. A classe média europeia não está acostumada com a moleza. Toda pessoa normal que se preze esfria a barriga no tanque e a esquenta no fogão, caminha até a padaria para comprar o seu próprio pão e enche o tanque de gasolina com as próprias mãos. É o preço que se paga por conviver com algo totalmente desconhecido no nosso país: a ausência do absurdo abismo social e, portanto, da mão de obra barata e disponível para qualquer necessidade do dia a dia.
Traduzindo essa teoria na experiência vivida por meus pais, eles reaprenderam (uma vez que nenhum deles vem de família rica, muito pelo contrário) a dar uma limpada na casa nos intervalos do dia da faxina, a usar o transporte público e as próprias pernas, a lavar a própria roupa, a não ter carro (e manobrista, e garagem, e seguro), enfim, a levar uma vida mais “sustentável”. Não doeu nada.
Uma vez de volta ao Brasil, eles simplificaram a estrutura que os cercava, cortaram uma lista enorme de itens supérfluos, reduziram assim os custos fixos e, mais leves, tornaram-se mais portáteis (este ano, por exemplo, passaram mais três meses por aqui, num apê ainda mais simples).
Por que estou contando isso a vocês? Porque o resultado desse experimento quase científico feito pelos pais é a prova concreta de uma teoria que defendo em muitas conversas com amigos brasileiros: o nababesco padrão de vida almejado por parte da classe média alta brasileira (que um europeu relutaria em adotar até por uma questão de princípios) acaba gerando stress, amarras e muita complicação como efeitos colaterais. E isso sem falar na questão moral e social da coisa.
Babás, empregadas, carro extra em São Paulo para o dia do rodízio (essa é de lascar!), casa na praia, móveis caríssimos e roupas de marca podem ser o sonho de qualquer um, claro (não é o meu, mas quem sou eu para discutir?). Só que, mesmo em quem se delicia com essas coisas, a obrigação auto-imposta de manter tudo isso – e administrar essa estrutura que acaba se tornando cada vez maior e complexa – acaba fazendo com que o conforto se transforme em escravidão sem que a “vítima” se dê conta disso. E tem muita gente que aceita qualquer contingência num emprego malfadado, apenas para não perder as mordomias da vida.
Alguns amigos paulistanos não se conformam com a quantidade de viagens que faço por ano (no último ano foram quatro meses – graças também, é claro, à minha vida de freelancer). “Você está milionária?”, me perguntam eles, que têm sofás (em L, óbvio) comprados na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, TV LED último modelo e o carro do ano (enquanto mal têm tempo de usufruir tudo isso, de tanto que ralam para manter o padrão).
É muito mais simples do que parece. Limpo o meu próprio banheiro, não estou nem aí para roupas de marca e tenho algumas manchas no meu sofá baratex. Antes isso do que a escravidão de um padrão de vida que não traz felicidade. Ou, pelo menos, não a minha. Essa foi a maior lição que aprendi com os europeus — que viajam mais do que ninguém, são mestres na arte do savoir vivre e sabem muito bem como pilotar um fogão e uma vassoura.
PS: Não estou pregando a morte das empregadas domésticas – que precisam do emprego no Brasil –, a queima dos sofás em L e nem achando que o “modelo frugal europeu” funciona para todo mundo como receita de felicidade. Antes que alguém me acuse de tomar o comportamento de uma parcela da classe média alta paulistana como uma generalização sobre a sociedade brasileira, digo logo que, sim, esse texto se aplica ao pé da letra para um público bem específico. Também entendo perfeitamente que a vida não é tão “boa” para todos no Brasil, e que o “problema” que levanto aqui pode até soar ridículo para alguns – por ser menor. Minha intenção, com esse texto, é apenas tentar mostrar que a vida sempre pode ser menos complicada e mais racional do que imaginam as elites mal-acostumadas no Brasil.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Chega de Preconceito!
Comparto excertos de um belo texto de José Barbosa Junior
A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.
Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra… outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.
Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”
Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.
E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!
Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!
Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!
E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.
Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.
Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…
E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…
Ah! Nordestinos…
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?
Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!
Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”
Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, nos abençoe a todos!
A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.
Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra… outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.
Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”
Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.
E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!
Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!
Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!
E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.
Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.
Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…
E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…
Ah! Nordestinos…
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?
Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!
Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”
Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, nos abençoe a todos!
domingo, 17 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Oficina de Criatividade

Neste site da Sociedade Antroposófica Brasileira há mais informações, inclusive recomendações de médicos que conhecem a fundo os benefícios desta prática...
http://www.sab.org.br/med-terap/
" Praticar uma arte é explorar o ato de criação como um exercício espiritual...É um meio de acordar para nossa realidade íntima e entrar em contato com a beleza e o mistério da vida. A arte tem função terapêutica desde que desenvolvida e aplicada conscientemente. "
A Terapia Artística é fundamentada na visão artística, médica e terapêutica ampliada pela Antroposofia, ciência espiritual fundada por Rudolf Steiner, que vê o homem como um ser espiritual, constituído por um corpo físico, um corpo vital e um corpo anímico através do qual expressa suas emoções, sentimentos e pensamentos."
domingo, 3 de outubro de 2010
Fábula Eleitoral para Crianças, Paulo Mendes Campos
Pode ter sido escrito para crianças; mas me provocou lágrimas!
"Um dia, as coisas da natureza quiseram eleger o rei ou a rainha do universo. Os três reinos entraram logo a confabular. Animais, vegetais e minerais começaram a viver uma vida agitada de surtos eloqüentes, manobras, recados furtivos, mensagens cifradas, promessas mirabolantes, ardis, intrigas, palpites, conversinhas ao pé do ouvido.
Entre os bichos era um tumulto formidável. Bandos de periquitos saíam em caravana eleitoral, matilhas de cães discursavam dentro da noite, cáfilas de camelos percorriam os desertos formigas realizavam comícios fantásticos, a rainha das abelhas passava com o seu séquito, sem falar nos cardumes de peixes, nos lobos em alcatéias pelos montes, nas manadas de búfalos pelas savanas, nas revoadas instantâneas dos pombos-correios.
Todas as qualidades eram postas à prova: a astúcia da raposa, a agilidade dos felinos, o engenho dos cupins, o siso da coruja, o poder de intriga das serpentes, a picardia do zorro, a doçura da pomba, a teimosia do burro, o cosmopolitismo dos ratos...
O leão, o tigre, a pantera, o leopardo e outros queriam derramar muito sangue; os pássaros coloridos faziam frente única para indicar um pássaro colorido; já os pássaros que cantam decidiam apontar como candidato o rouxinol, a cotovia, a patativa: as cegonhas, irresolutas, passavam as tardes pensando; os patos selvagens desfilavam no céu; as andorinhas, tímidas, buscavam o refúgio das igrejas; e a águia, fascista de nascença, pretendia organizar lá no alto uma conferência de que só participassem as aves de rapina, como o falcão, o condor e o gavião-de-penacho.
Os papagaios viviam a arengar bobagens pelas árvores; a raposa corria as várzeas articulando uma candidatura, ninguém sabia qual; os macacos eram vaiados quando alegavam a semelhança com o homem; o cavalo se insinuou candidato, dando a sua condição de antigo senador; o pavão, escondendo os pés, exibia a cauda; nos brejos, os sapos repetiam slogans monótonos; os jacarés e as tartarugas ressonavam na beira dos rios, que passavam levando sussuros quase imperceptíveis, a conversar as pedras e as ervas das margens; o rato do campo ia de vez em quando se aconselhar com o rato da cidade; os gansos citavam velhos costumes romanos; certos bichos, como o boi e a íbis, invocavam direitos divinos, que não eram mais levados a sério; as hienas e os chacais opinavam por um conselho de notáveis, a ser constituído pelos animais ferozes, que lhes deixavam os restos; atá a ameba, coitada, queria ser candidata, dizendo-se a origem da vida.
A mosca azul voava e revoava por todos os cantos. Quem será o rei ou a rainha do universo? De dia, as borboletas andavam como doidas pelos campos, à noite, os vaga-lumes acendiam as suas luzes.
Nas profundezas da terra, o carbono fazia estranhas combinações com o hidrogênio. O diamante e o ouro reluziam de esperança. As estrelas pretendiam uma coalizão de todo o espaço constelado em torno de Vênus, causando ciúmes à Lua.
As flores distribuíam perfumes. Árvores agitadas recebiam recados que os ventos traziam de longe. A floresta pensava eleger não um rei, mas um colegiado de carvalhos, velhos, cheios de experiência. E por toda a flora era um germinar, um brotar, um verdejar, um florescer. Os monocotiledôneos discordavam dos dicotiledôneos, os fanerógamos acusavam de hipocrisia os criptógamos. A plena campanha eleitoral com todos os incidentes. Só os ciprestes continuavam fechados em sua indiferença.
A despeito dos interesses em choque, e de tantas contradições, é preciso dizer, a bem da verdade, que o pleito transcorreu com a máxima lisura.
Ao fim de tudo, a escolha não podia ter sido mais feliz, pois os três reinos unidos elegeram a rosa rainha suprema do universo.
Sim, a rosa, a rosa na sua simplicidade tocada de esplendor, presa na sua haste entre o céu e a terra, eterna e efêmera, a rosa, carne, espírito e pó. E, para entronizar a rainha, o dia se iluminou com a sua luz mais clara, o mar se fez manso, os pássaros cantaram com inspiração, as árvores se puseram mais verdes e mais altas, as flores vestiram roupagens de gala, os seixos rolaram alegremente nas praias, os juncos das lagoas se inclinaram com reverência, as nuvens se desfraldaram como cortinas de gaze sobre o berilo. No fundo do mar era uma alegria silenciosa e solene como um Te Deum em uma catedral verde-escuro, os polvos gesticulando em câmara-lenta, os peixes e as medusas passando sem barulho.
Entre os seres humanos, só as crianças sabiam que era o dia da entronização da rosa, e nada contaram a ninguém. Mas pelo jardim onde se achava a rosa, expectante no seu recato soberano, passava naquela manhã um homem feio e preocupado. Era um candidato a qualquer coisa, a vereador, a deputado, a Presidente da República, não se sabe ao certo. Distraído com suas ambições, ele colheu a rainha do universo, que entrou logo a fenecer em suas mãos úmidas. Depois, olhou e viu que se tratava de uma bela rosa, uma rosa digna de se oferecer a uma namorada. Mas ele não tinha namorada. Mal-me-quer, bem-me-quer, mal-me-quer... Ele começou a desfolhar a rosa só para saber se dessa vez seria eleito: à Câmara de vereadores,,de deputados ou à curul da Presidência da República, não se sabe ao certo. E a rosa morreu. E foi por isso que o dia se fechou de repente, o céu ficou escuro, os animais uivaram nos bosques, os pássaros sumiram, o vento se desatou sobre o mar agora encapelado, o raio e o trovão tomaram conta da noite sem estrelas, e as crianças na hora do jantar perderam a fome. Tinha morrido a rainha do universo.
Mas nas trevas desabrochou outra rosa para iluminar com sua beleza o jardim amanhecido..."
sábado, 11 de setembro de 2010
Mandala da felicidade

Mandala der Fröhlichkeit – Lebensgenuss im Hier und Jetzt
Marge Oppliger und Jorge Koho Mello
«Mandala» wirkt ausgleichend zwischen Peripherie und Zentrum sowie zwischen Individuum und Ganzem. Dieser Kurs lehrt Sie effektive und praktikable Techniken für den Alltag: Meditation, Kreistanz, Harmonisierung des Geistes und Kunsttechniken. Jeder Mensch ist fähig, sein Bewusstsein auf verschiedenen Ebenen zu erweitern: physisch,
emotional, mental und spirituell. Zusammen entdecken wir durch erhöhte Bewusstheit den Zugang zu mehr Fröhlichkeit, Gesundheit, Freiheit und Sinnhaftigkeit in unserem Leben.
Marge Oppliger ist diplomierte Ozeanologin, Waldorf-Pädagogin, anthroposophische Kunsttherapeutin und Yogalehrerin. Jorge Koho Mello ist Zen-Buddhist, Shiatsu-Therapeut, Reiki-Meister und Aikido-Instruktor. Beide Kursleiter besitzen das Zertifikat in «Leader in Dances of Universal Peace».
(Mit deutscher Übersetzung)
A Mandala da Felicidade – Viva Bem a Vida Que Você Já Tem
Marge Oppliger e Jorge Koho Mello
A busca da felicidade é um fato que nos une como seres humanos, para além de quaisquer outros fatores de eventuais afastamentos. No cotidiano, a tendência é a idealização da felicidade como um mero conceito, ou sua degradação na forma de exterioridades.
Nesse módulo básico, propomos um panorama de técnicas efetivas e aplicáveis no cotidiano. Com base em um referencial sistêmico, cada pessoa poderá aprimorar seu estilo de vida, em diferentes níveis de atuação: físico, emocional, mental e espiritual. Assim, transitaremos pelas áreas da respiração e nutrição, movimento e relaxamento, pensamentos e emoções, autonomia e relações interpessoais.
«Mandala» refere a uma relação de equilíbrio entre centro e periferia, o indivíduo e o Todo. Nessa vivência, vamos desenvolver e praticar juntos alguns meios hábeis comprovadamente capazes de integrar mais saúde, alegria, liberdade e sentido em nossas vidas, através de escolhas mais conscientes.
Marge Oppliger und Jorge Koho Mello
«Mandala» wirkt ausgleichend zwischen Peripherie und Zentrum sowie zwischen Individuum und Ganzem. Dieser Kurs lehrt Sie effektive und praktikable Techniken für den Alltag: Meditation, Kreistanz, Harmonisierung des Geistes und Kunsttechniken. Jeder Mensch ist fähig, sein Bewusstsein auf verschiedenen Ebenen zu erweitern: physisch,
emotional, mental und spirituell. Zusammen entdecken wir durch erhöhte Bewusstheit den Zugang zu mehr Fröhlichkeit, Gesundheit, Freiheit und Sinnhaftigkeit in unserem Leben.
Marge Oppliger ist diplomierte Ozeanologin, Waldorf-Pädagogin, anthroposophische Kunsttherapeutin und Yogalehrerin. Jorge Koho Mello ist Zen-Buddhist, Shiatsu-Therapeut, Reiki-Meister und Aikido-Instruktor. Beide Kursleiter besitzen das Zertifikat in «Leader in Dances of Universal Peace».
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A Mandala da Felicidade – Viva Bem a Vida Que Você Já Tem
Marge Oppliger e Jorge Koho Mello
A busca da felicidade é um fato que nos une como seres humanos, para além de quaisquer outros fatores de eventuais afastamentos. No cotidiano, a tendência é a idealização da felicidade como um mero conceito, ou sua degradação na forma de exterioridades.
Nesse módulo básico, propomos um panorama de técnicas efetivas e aplicáveis no cotidiano. Com base em um referencial sistêmico, cada pessoa poderá aprimorar seu estilo de vida, em diferentes níveis de atuação: físico, emocional, mental e espiritual. Assim, transitaremos pelas áreas da respiração e nutrição, movimento e relaxamento, pensamentos e emoções, autonomia e relações interpessoais.
«Mandala» refere a uma relação de equilíbrio entre centro e periferia, o indivíduo e o Todo. Nessa vivência, vamos desenvolver e praticar juntos alguns meios hábeis comprovadamente capazes de integrar mais saúde, alegria, liberdade e sentido em nossas vidas, através de escolhas mais conscientes.
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